Pinheiro Guimarães tem suas origens na associação entre dois grandes juristas, José de Miranda Valverde e Plinio de Castro Pinheiro Guimarães. Da combinação entre tradição doutrinária e visão estratégica empresarial, surgiu um modelo de advocacia que atravessou gerações. Há mais de um século, o escritório atua no centro dos momentos mais expressivos da evolução econômica, institucional e jurídica do Brasil, das bases da industrialização às maiores operações financeiras e societárias da América Latina.

Com mais de um século de atuação contínua e contribuição relevante para o desenvolvimento econômico e institucional do Brasil, Pinheiro Guimarães construiu sua trajetória pautada pelo compromisso com a excelência jurídica. Fiel a esse princípio, o escritório segue orientado para o futuro e continuará investindo de forma permanente no aprimoramento de suas equipes e no aprofundamento de conhecimento, acompanhando de maneira atenta e proativa a evolução normativa, regulatória, jurisprudencial e tecnológica no Brasil e no exterior, de modo a manter-se na vanguarda das transformações que moldam os mercados e os setores estratégicos do direito e da economia.

Fundadores

José de Miranda Valverde.

Nascido na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 18 de agosto de 1875, foi uma das figuras mais respeitadas do cenário jurídico do Rio de Janeiro na primeira metade do século XX. Sua reputação como parecerista e advogado lhe rendia frequentes consultas por grandes empresas nacionais e internacionais, e pelo próprio governo em questões de direito público, civil e comercial.

Além da prática do direito em seu escritório, foi Procurador-Geral do então Distrito Federal entre 1932 e 1934, e serviu como Ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ocupando uma das vagas destinadas à Classe dos Juristas. Também integrou a comissão para elaboração da nova lei eleitoral (Decreto-Lei n.⁰ 7.586/1945), conhecida como a Lei Agamenon Magalhães, que organizou as primeiras eleições após o Estado Novo, assegurando o sigilo do voto.

Miranda Valverde atuou, ainda, como membro do Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), e como redator da Revista do Direito, a publicação jurídica mais antiga do Distrito Federal.

Miranda Valverde morreu em 17 de novembro de 1962, deixando um legado de integridade na advocacia, sendo lembrado pela OAB e pelo IAB como um profissional que soube elevar a voz da advocacia dentro dos tribunais.

Plinio de Castro Pinheiro Guimarães.

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 2 de janeiro de 1906. Formou-se em direito pela Faculdade Nacional de Direito (atualmente Universidade Federal do Rio de Janeiro) e, em 1922, associou-se ao escritório Miranda Valverde, já em atividade por várias décadas.

Durante sua carreira profissional, vivenciou eventos históricos nacionais e internacionais de grande relevância para o país e o mundo, como a crise de 1929, as Guerras Mundiais, as crises políticas dos anos 60 e a redemocratização do país, tendo sua atuação em setores estratégicos consolidado o escritório como o braço jurídico dos pilares da economia brasileira no século XX.

No setor bancário, atuou como o principal conselheiro jurídico de grandes bancos locais e internacionais, estruturando operações financeiras complexas e garantindo a segurança jurídica das instituições. Também foi o nome de referência para as grandes seguradoras, ajudando a moldar o mercado de seguros corporativos no Brasil.

Na indústria, foi peça-chave na assessoria às companhias siderúrgicas, indústrias químicas e empresas de engenharia, em uma época em que o Brasil passava por seu grande salto de industrialização e construção da infraestrutura nacional.

No setor de energia, representou os interesses de companhias de petróleo em questões regulatórias e contratuais de alta complexidade, sendo um pioneiro nessa área do Direito no país.

Destacou-se, ainda, na advocacia contenciosa, principalmente em assuntos de grande relevância perante o Supremo Tribunal Federal.

Sua trajetória incluiu passagens pela magistratura eleitoral, onde serviu como Ministro do Tribunal Superior Eleitoral de 1952 a 1956, ocupando uma das vagas destinadas à Classe dos Juristas, e a representação da classe dos advogados perante os conselhos estadual e federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Instituto dos Advogados do Brasil (IAB).

Sua reputação era a de um advogado que entendia profundamente o negócio de seus clientes. Ele não apenas aplicava a lei, mas oferecia uma visão estratégica que permitia o crescimento dos negócios dos clientes. Foi essa transição, de uma advocacia acadêmica (de seu sócio Miranda Valverde) para uma advocacia empresarial, que criou um modelo de negócios que sobrevive há mais de um século e que tornou o nome Pinheiro Guimarães uma instituição no Direito empresarial brasileiro.

Sucessão

No final dos anos 60, a condução do escritório Pinheiro Guimarães foi assumida por Francisco Pinheiro Guimarães Neto, que se mantém atuante até os dias de hoje. Amplamente respeitado como um dos principais advogados do Direito Bancário e Empresarial no país, teve participação decisiva na introdução e consolidação de bancos e investidores estrangeiros no Brasil, bem como papel relevante em negociações de grande impacto institucional, incluindo a reestruturação da dívida soberana brasileira durante as décadas de 1980 e 1990. Sua trajetória e protagonismo foram reiteradamente destacados por publicações jurídicas internacionais de prestígio, como Chambers e Latin Lawyer, sendo inclusive objeto de homenagem especial por esta última, agraciado com o Lifetime Achievement Award em reconhecimento a uma carreira considerada hors concours. Sob seu comando, o escritório expandiu suas áreas de atuação e consolidou-se como um dos mais bem conceituados escritórios de advocacia brasileiros.

Há mais de um século, o Pinheiro Guimarães atua no centro de alguns dos momentos mais expressivos da evolução econômica, institucional e jurídica do Brasil – das bases da industrialização às maiores operações financeiras e societárias da América Latina.